17 de jan de 2011

Lágrimas

Estava lendo esse post do blog Mulher 7x7 sobre o efeito das lágrimas no trabalho, conforme pesquisa feita sei lá onde.
Um trechinho:

Kim Elsbach, professora de administração na Universidade da Califórnia, que estuda o choro no trabalho há três anos, concluiu o seguinte:

- as mulheres correm mais risco de chorar no trabalho do que os homens (nem precisava de pesquisa para dizer!). Para a pesquisadora, isso acontece porque, desde cedo, os homens são treinados para não demonstrar esse tipo de emoção, não ensinados a não chorar;
- as piores situações para deixar o choro aflorar são as que envolvem estresse (como um prazo muito apertado para entregar uma tarefa ou uma discussão com um colega) e reuniões. Chorar em reuniões de avaliação privadas também é ruim porque pode ser visto como uma tentativa de manipular a chefia;
- entre as poucas situações em que as lágrimas são “aceitáveis” estão o divórcio e a perda de algum parente. E mesmo assim não convém abusar: chorar pode ser visto como demonstração de fraqueza e fragilidade, duas características que não são bem-vindas no mundo corporativo.

Cara, eu já abri o berreiro no trabalho. Estava numa TPM de matar e fui chamada a atenção pela minha chefe justamente na presença daquelas pessoas em frente as quais eu nunca queria descer do salto. E a falta cometida não foi por minha culpa, mas por culpa da situação do trabalho.
Voltei para a minha sala e abri o berreiro na frente de todo mundo, um monte de gente. Foda-se!
A chefe soube pediu desculpas.
Naquele dia não tinha jeito mesmo, tinha que chorar.
Eu sou basicamente chorona. Se vejo qualquer pessoa chorar começo a lagrimar junto. Mas nunca tinha acontecido uma coisa dessas comigo.
Ontem, no telejornal, a reporter chorou por causa da tragédia no Rio. Achei comovente e chorei com ela, claro. Será que ela vai se queimar por isso?
Não acho justo que chorar prejudique a carreira de uma mulher.

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