12 de dez de 2010

Lembranças

Estava lendo esse post http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2010/12/12/picoles-e-dramalhoes/ e até me emocionei.
A Martha fala das suas lembranças de infância mais marcantes: os picolés premiados, que ela devorava e ganhou alguns prêmios, e os filmes de dramalhões, como aquele da patinadora do gelo cega.
Cara, as lembranças dela são as minhas. Eu também comia todos os picolés que conseguia comprar esperando ganhar os prêmios. Só lembro de ter ganhado outros picolés.
Os filmes? Lassie, Benji, O Campeão, Love Story, A Lagoa Azul... Não dá para nomear todos, são muitos.
Lembro que uma vez passou O Campeão (aquele que o pai idolatrado do garotinho morre em uma luta de boxe) na Sessão da Tarde e quando o filme acabou toda a criançada da rua estava com a cara inchada de tanto chorar. A gente olhava espantado um para o outro e dizia: Tu viste também O Campeão?? Buááááá´...
Tinha também os álbuns de figurinhas, que eu nunca, nunca, nunquinha conseguia completar.
Naquela época também a criançada da vizinhança ia para a rua brincar de "pira". Pira-se-esconde, pira-pega, pira-alta, pira-cola, tudo quanto é pira.
Eu ficava muito na rua, jogando cemitério, garrafão, bandeirinha, macaca (amarelinha), seu mestre mandou, vixe!
Não tinha bronca ficar na rua. Eu ia sozinha para a escola a partir dos oito anos. Andava por todo canto de ônibus, ia até ao comércio sozinha (mas eu sempre fui precoce e independente além da conta).
Hoje meus filhos não saem de casa sozinhos nem para ir à casa da avó, que é beeeem pertinho. Meu filho de treze anos, que é bem maior que eu, não vai a lugar nenhum sozinho, nem a pau.
Conhece o mundo através da internet, do Google Earth, Street etc.
Como a vida mudou tanto em vinte anos, é inacreditável. Hoje, quem tem menos de trinta anos já levou uma vida diferente de quem tem mais de trinta.  Mas a galera que ainda tá chegando aos vinte teve a infãncia radicalmente diferente de quem tem mais de trinta. Radicalmente.
Quando eu tinha trabalho da escola para fazer ia ao Centur e ficava procurando nos livros velhos. Ia ao centur quase todo dia para ficar lendo. Hoje isso é até meio bizarro.
Por isso é bom relembrar o passado, reavivar as lembranças.
Se não fosse o post da Martha talvez eu nunca mais lembrasse dos picolés premiados, mesmo sentindo algo diferente quando como um Kibom e vejo a marca no palito.

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