12 de ago de 2010

Veludo Azul


Assisti ontem pela primeira vez a esse clássico do cinema. Imperdoável que tenha demorado tanto.
O filme conta a história de Jefrey Beaumnont, jovem morador de uma cidadezinha americana que parece mais que perfeita nas primeiras cenas.
Mas começa a mostrar um mundo simplesmente bizzarro, ao redor do sádico, maluco, megadoido sexual Frank Booth, vivido magistralmente por Dennis Hopper. Ele mantém sob sua custódia a cantora de cabaré Dorothy Vallens, interpretada por Isabella Rossellini, tão perfeita.
É uma aula de sadomasoquismo e desvios sexuais, e a cada cena, dá medo do que vem aparecer depois.
Uma frase é recorrente no filme: "É um mundo estranho".
Frank sequestra o filho e o marido de Dorothy para obrigá-la a se submeter às suas neuroses sexuais. Ela, quando se relaciona com Jefrey se flagra em atitudes masoquistas e diz: "Ele passou sua doença para mim".
No final, as cenas claras, coloridas e belas dão a impressão de que toda aquela felicidade é falsa e sob tudo aquilo há apenas aquele latente o mesmo mundo bizarro e doente. O mundo estranho.

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